A Sónia e o autocarro da escola

Criado por Narrador
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Era o primeiro ano em que a Sónia ia à escola. O quarteirão onde ela vivia com os pais, tinha sido acrescentado com muitos blocos novos, nos últimos anos. Por isso passou a haver tantas crianças, que a cidade não conseguia construir escolas suficientes. Muitos alunos tinham de ir às escolas de outros bairros.

A rua era larga e perigosa, com muitos carros a passarem de um lado para o outro. Por isso os pais tinham resolvido enviar as crianças à escola num autocarro que devia trazê-las e levá-las. Assim, podia-se ver, sempre à mesma hora, um autocarro cheio de crianças onde estava escrito em letras grandes “Autocarro da Escola”. O veiculo ia para cá e para lá animadamente. Todos nós compreendemos bem que o autocarro não podia esperar por retardatários. Por isso, todos tinham que ser pontuais. Mas a pontualidade não era a principal virtude de Sónia. Algumas vezes, tinha dificuldade em se levantar quando a mãe a chamava. Virava-se e revirava-se mais algumas vezes na cama, e frequentemente tornava a adormecer.

Finalmente quando já estava à mesa do pequeno almoço, ainda se punha a brincar com a colher, ou, mais frequentemente ainda, com o irmãozito. Nesse dia de manha, tinha sido a mesma coisa. Foi buscar os brinquedos e esqueceu-se que tinha de ir para a escola. Quando a mãe veio apressá-la, já era muito tarde.

Correu pela porta fora e para seu espanto não viu nenhum colega. No seu percurso, o autocarro dava uma grande curva, de maneira que a pé, quase se podia chegar mais depressa à última paragem, do que o próprio autocarro.

A Sónia pôs-se a correr. Mas na altura em que virava a esquina, só pôde ver as portas a fecharem-se e o grande autocarro a pôr-se em movimento.

Sem olhar à volta, a Sónia desatou a correr atrás dele, pela rua adiante, a gritar com quanta força tinha. O autocarro cada vez foi ganhando mais velocidade, até que a Sónia perdeu a esperança de ir à escola.

De repente, ouviu atrás de si uma travagem. Assustada, desviou-se para o lado.

Era um carro da polícia. Um homem de uniforme, acenava à criança imprudente. Chamava-a mesmo pelo nome. Então a Sónia reconheceu o cavalheiro. Ele vivia na vizinhança e dava aulas às crianças, sobre a maneira como se deve atravessar as ruas.

Quando a rapariguinha assustada se aproximou, o homem fardado perguntou-lhe: “Não sabes como é perigoso correr numa rua principal?” A Sónia nem conseguia falar. Estava toda ofegante. O homem sorriu e disse: “Provavelmente, também ultrapassaste a velocidade. Nem tens ar. E além disso, perdeste o autocarro da escola, hein? Em que escola andas?” “Na antiga escola feminina”, explicou a Sónia. “Não é mesmo sorte que eu tenha de ir exactamente para lá? Anda, sobe!”

“Para a nossa escola?” perguntou a Sónia maravilhada. “Hoje vou la passar um filme sobre o tráfego da estrada. Eu até te podia apresentar a classe, e dizer que atravessaste a rua sem olhares para a esquerda, nem para a direita.”

A Sónia pôs-se tão vermelha, que o policia até ficou com pena dela. Então, disse-lhe amigavelmente: “Por hoje não te quero atormentar mais, mas diz-me o que é que devias ter feito?”

“Parar no passeio e, antes de avançar, olhar primeiro para a esquerda, e depois para a direita”, respondeu a Sónia.

“Bom, espero que nunca mais te esqueças disso, minha menina.”

O polícia parou o carro, porque no cruzamento brilhava uma luz vermelha. A pouco e pouco, o orgulho da Sónia despertou perante o privilégio de ir para a escola com aquele polícia. “Isto é outra coisa, muito diferente do autocarro”, pensava ela. Então tornou-se faladora e contou ao senhor que tinha aprendido lá na escola uma pequena poesia sobre o trânsito. Agora a luz tinha mudado de vermelho para amarelo, a então para verde.

Depois de ter passado o cruzamento, o polícia perguntou: “Podes recitar-me essa poesia?” A Sónia tinha-a aprendido bem. Falou distintamente:

“Uma luz vermelha
Uma luz verde
Uma amarela no meio
A vermelha é p’ra parar.
A verde é para andar.
A amarela é para meditar.”

“Recitaste muito bem. Vou pedir essa poesia à professora, quando hoje for à tua classe.”

Nessa altura chegaram ao portão da escola. A Sónia agradeceu, de todo o coração, por ter podido viajar assim.

“E eu agradeço-te pela poesia; vou utilizá-la noutras escolas”.

Com estas palavras, o polícia de trânsito despediu-se da Sónia.

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