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A Cinderela




Princess-Cinderella

A jovem Cinderela cresceu no campo, com o seu pai. Durante o dia montava a cavalo e à noite ouvia histórias fantásticas sobre magia e castelos. O seu pai gostava muito dela, mas sentia-se sozinho.
Numa Primavera, casou-se com Lady Tremaine. Cinderela ficou contente com a vinda dela e das filhas, Drizela e Anastácia. Elas, no entanto, não gostavam nada de Cinderela, apesar dela fazer tudo para lhes agradar.
Quando o pai morreu, a Madrasta obrigou-a a ser sua criada. Acordava de madrugada e trabalhava até à noite. Esfregava o chão, cozinhava e servia a família.
As tarefas eram muito duras e, todos os dias, Cinderela sonhava por uma vida melhor, para ser feliz outra vez.
Os animais da casa tornaram-se os seus amigos. Gus e João, dois ratinhos atrevidos, eram os seus companheiros permanentes.
Um dia, estava Cinderela a esfregar o chão quando ouviu baterem à porta. Encostou a vassoura e desceu as escadas para ver quem era.
Quando estava a abrir a porta ouviu uma voz:
- Abram em nome do Rei!
Abriu a porta e viu um mensageiro do palácio. Entregou-lhe uma carta.
Era do Rei!
A carta continha um convite para um baile! O Rei queria apresentar o filho às meninas do reino e tinha convidado todas para um grande baile.
Cinderela estava ansiosa por conhecer o Príncipe. Lembrava-se das histórias do seu pai e ficou a sonhar com o vestido que iria vestir no baile. Ia ser tão divertido!
Correu à sala para mostrar o convite à sua Madrasta. Drizela e Anastácia arrancaram-lhe o convite da mão e começaram a gritar:
- Tu não podes ir!
- O convite é para todas as meninas. – lembrou Cinderela.
- Não vejo razão para não ires – disse a Madrasta – se fizeres todos os trabalhos e conseguires arranjar alguma coisa decente para vestir…
Cinderela nem acreditou que a Madrasta a deixava ir ao baile!…
- Muito obrigada! – respondeu, feliz.
Estava tão entusiasmada com o baile que foi a correr para o seu quarto. Tirou da arca o único vestido de festa que tinha – um velho que pertencera à sua mãe.
Era cor-de-rosa com folhos brancos nas mangas. Gus e João disseram que o vestido estava fora de moda. Mas Cinderela achou que bastavam umas pequenas modificações para ficar perfeito.
Ficou logo a pensar na sua vida de princesa. Nunca mais teria de usar trapos: teria um vestido para cada ocasião. Mal podia esperar por entrar no palácio! O seu pai tinha-lhe contado que era muito bonito. Talvez conhecesse alguém no baile – e talvez se apaixonasse!
As suas irmãs interromperam o seu sonho.
- Cinderela! Cinderela! – gritaram.
O vestido e os sonhos teriam de esperar.
Passou o dia a escovar o cabelo embaraçado de Drizela, a limpar o estábulo, a fazer a bainha do vestido de Anastácia. Quando terminou todas as tarefas, já não havia tempo para trabalhar no seu vestido. Subiu para o seu quarto muito triste.
Para seu espanto, João e Gus e os outros animais tinham usado a bijutaria e as faixas que as suas irmãs tinham deitado fora e tinham-nas aproveitado para enfeitar o vestido. Estava lindo, com uma faixa branca e laços a condizer. Até tinham feito um colar de contas para o pescoço!
Agradeceu aos seus amigos e vestiu-se depressa. Estava pronta mesmo a tempo de sair com a sua Madrasta e as suas irmãs.
A Madrasta olhou para a Cinderela com frieza, que ficou muito assustada. A Drizela apontou para o seu colar e perguntou:
- Essas contas não são minhas?
- E essa faixa é minha! – gritou a Anastácia, zangada.
E imediatamente lançaram-se sobre o seu vestido e começaram a rasgá-lo. A Madrasta sorria. Encaminharam-se as três para a saída e fecharam a porta com força.
Ficou sozinha. Os seus sonhos… morreram.
Correu para fora de casa, para o cantinho do jardim onde costumava brincar em criança. Atirou-se para o banco de pedra, a chorar na almofada que pertencera ao seu pai.
“Já não acredito em mais nada”, pensou.
Os seus amigos animais cercaram-na para a consolar, mas ela não parava de chorar.
De repente, viu umas luzinhas descerem? pareciam pirilampos! Quando olhou para cima tinham-se juntado e aparecera a forma brilhante de uma mulher com um olhar terno.
Abraçou-a e apresentou-se. Era a sua Fada-Madrinha!
- O que tens? – disse docemente – Não chores. Assim não podes ir ao baile!
Com um aceno da mão, uma das abóboras do jardim transformou-se numa carruagem! Os animais eram magníficos cavalos! Depois olhou para o seu vestido.
- Que fato maravilhoso! – disse.
Saíram luzes mágicas da sua varinha e envolveram a sua roupa velha transformando-a num vestido branco… e em sapatos de cristal, que brilhavam como as estrelas.
Sentia-se uma princesa!
A Fada-Madrinha avisou-a que a magia não ia durar para sempre. Teria de regressar a casa antes da meia-noite, pois nessa altura tudo voltaria à forma real.
Ao subir para a carruagem Cinderela estava muito ansiosa. Agradeceu à Fada-Madrinha e os cavalos galoparam em direcção ao palácio.
Correu para a sala de baile e viu um jovem muito elegante. Estava a cumprimentar Anastácia quando os seus olhares se cruzaram. Ficou tão atrapalhada que não sabia o que dizer.
Nesse mesmo instante a orquestra começou a tocar uma valsa. Ele pediu-lhe para dançar. Aceitou e ofereceu-lhe a mão. Estava feliz por ele a ter convidado para dançar.
Enquanto dançava com aquele estranho, a sua família olhava para eles com ciúmes. Isso não a preocupava. Elas não a reconheciam. Tudo o que a interessava era o jovem com quem estava a dançar.
Deram um passeio romântico pelos jardins… e sentiram-se os dois apaixonados.
As horas passaram-se…
As horas! Faltavam apenas alguns momentos antes que o vestido… a carruagem… antes que a magia desaparecesse!
Fugiu para se adiantar às badaladas da meia-noite. O Grão-Duque, que era conselheiro do Rei, segui-a, com um sapato de cristal na mão. No meio da aflição, nem se dera conta que lhe caíra um sapato!
Ficou com pena de não se ter despedido, mas já não havia tempo para isso. Na última badalada da meia-noite, os cavalos voltaram a ser os seus amigos ratos, e a carruagem uma simples abóbora.
Apenas tinham deixado para trás um sapato de cristal… e a memória de uma noite encantada.
Na manhã seguinte, todo o reino comentava quem seria a misteriosa jovem que tinha roubado o coração do Príncipe e deixara para trás um sapato de cristal. O jovem com quem Cinderela dançara era… o Príncipe!
Na tranquilidade do seu quarto começou a cantarolar a valsa que estava a tocar quando se conheceram. Apesar de breve, a noite fora maravilhosa!
De repente, assustou-se. A sua Madrasta estava a vê-la pelo espelho! O seu coração deu um salto quando percebeu que ela sabia que Cinderela era a misteriosa jovem de quem se falava.
Lá em baixo o porteiro anunciava a chegada do Grão-Duque. O Rei tinha-o mandado visitar todas as casas do reino e descobrir a misteriosa menina.
A sua Madrasta saiu do seu quarto e fechou a porta à chave.
Cinderela estava a ouvir Anastácia lá em baixo a irritar-se por não conseguir calçar o seu sapato. O criado do Grão-Duque estava impaciente. Ele já devia ter encontrado o verdadeiro amor do Príncipe.
A lógica era simples: bastaria encontrar o pé que coubesse no sapato e estaria encontrada a misteriosa menina.
Cinderela tinha de lhes dizer quem era!
Já estava a desanimar quando ouviu um som na porta. Entretanto, Gus e João tinham encontrado a chave! Correu pelas escadas para falar ao Grão-Duque. Ele viu-a mas a Madrasta fê-lo tropeçar, e ele deixou cair o sapato. Ficou em mil pedaços!
Ela sorriu matreira, porque Cinderela tirou o outro par do bolso do avental. Era o tamanho certo!
Poucos dias depois voltou a ver o Príncipe. Falaram do baile e riram-se. Depois de algum tempo resolveram casar-se e o Rei recebeu-a, na sua família real, com o nome de Princesa Cinderela.
Cinderela não poderia ter sido mais feliz. O que começara como um sonho, tornara-se uma realidade.

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