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A Assembleia dos Ratos

Um gato de nome Faro-Fino fez tais estragos na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem coragem para saírem das tocas, estavam quase a morrer de fome. Tornando-se muitíssimo séria a situação, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso, e certa noite em que Faro-Fino andava pelos telhados, fazendo versos à lua. – Penso – disse um

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A Águia e o Mocho

Puseram termo águia e mocho As antigas dissensões, A ponto de se abraçarem Em cordiais efusões. Ao firmar os compromissos Um invoca a fé real, Outro os foros comprovados De môcho honrado e leal. Por juramento prometem Poupar mutuamente os ninhos. Pergunta o pássaro triste: “Conheceis os meus filhinhos?” “nunca os vi (volve a rainha)”. Torna a ave de Minerva: “Ai de mim, míseros

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A donzela sem mãos

Era uma vez, há alguns anos, um homem que ficava na estrada e que possuía uma pedra enorme de fazer farinha, com a qual moía cereal da aldeia. Esse moleiro estava passando por dificuldades e não restava nada além da enorme pedra de moinho e da grande macieira florida atrás da construção. Um dia, quando ele entrava na floresta com seu machado de gume

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A Raposa e as Uvas

Certa raposa matreira, que andava à toa e faminta, ao passar por uma quinta, viu no alto da parreira um cacho de uvas maduras, sumarentas e vermelhas. Ah, se as pudesse tragar! Mas lá naquelas alturas não as podia alcançar. Então falou despeitada: – Estão verdes essas uvas. Verdes não servem pra nada! Como não cabem quatro mãos em duas luvas, há quem prefira

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Apenas um Rapaz

Era uma vez um rapaz bravio que gostava de pregar partidas e fazer malandrices, só por embirração. Era muito antipático este rapaz. Mas emendou-se. Eu conto como foi. Um dia, por maldade, deu-lhe na cabeça atormentar uma pobre velhota, que vivia numa casinha pobre, à beira do povoado. Foi para uma pedreira que havia perto e pôs-se a atirar pedras e pedregulhos, que iam

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O Barba Azul

Um homem muito rico e poderoso que vivia sozinho num grande palácio. Chamavam-lhe Barba Azul porque tinha uma longa e estranha barba azul-escura. Por causa disso, o seu aspecto era sombrio e todos tinham medo dele. Um dia, o Barba Azul foi visitar uma senhora que vivia próximo do seu palácio e pediu em casamento a sua filha mais nova, que era uma jovem

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O Soldado João

Era uma vez um soldado chamado João. Vinha de sachar milho, de regar cravos, de semear couves e manjericos. Agora, toca a marchar, de espingarda ao ombro, mochila às costas, botas de cano, farda a rigor. Pelos campos fora, o soldado João era a vergonha dos batalhões. Trazia uma flor ao peito, punha as mãos nas algibeiras, coçava o nariz, não acertava o passo.

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A Raposa e a Cegonha

Aconteceu um dia da comadre Raposa convidar a Cegonha para jantar. Com as manhas de matreira que é, preparou comida líquida, uma sopa e uma papa de sobremesa que escorreu em prato raso… A Cegonha fez de tudo para provar, picava o prato com o bico, mas nada! Voltou com fome pro ninho. Dali que resolveu bem resolvido pagar a Raposa com a mesma

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Rapunzel

Era uma vez… Um homem e uma mulher que viviam junto à horta de uma bruxa, cheia de bonitas plantas e hortaliças. Um dia, a mulher, que estava grávida, teve um desejo atroz de comer rapôncios! – Vai à horta aqui ao lado e traz-me um bom molho deles! O marido, que gostava muito da sua mulher, obedeceu de imediato. Saltou o muro que

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O Polgarzinho

Era uma vez um casal de lenhadores que vivia num país distante e que tinha sete filhos. O mais pequeno nasceu tão pequenino como o dedo polegar de uma mão e, por isso, chamavam-lhe Polegarzinho. Era uma família muito pobre e, naquele ano, não havia na floresta lenha para cortar. Cheio de pena o pai disse, certa noite, à mulher: -Os pobrezinhos dos nossos

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