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A Rã e o Touro

Uma tarde, andava um grande Touro passeando ao longo da água, e vendo-o a Rã tão grande, tocada de inveja, começou a comer, e a inchar-se com vento, e perguntava às outras rãs se era já tão grande como parecia? Responderam elas: Não!!! Pensa a Rã segunda vez, e põe mais força por inchar; e aborrecida por faltar muito para se igualar o Touro

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A Raposa sem rabo

Uma ladina Raposa Caiu em certa armadilha, (Que sempre as tece o Diabo!) E foi grande maravilha Ficar apenas sem rabo: Com tal perda envergonhada, De a coonestar busca a ideia; E as sócias vendo uma vez Juntas em grande assembleia, Lhes disse muito cortês: – Sabei que os cães destes sítios, – Que há dias tenho encontrado – Por esta campina toda, –

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A donzela sem mãos

Era uma vez, há alguns anos, um homem que ficava na estrada e que possuía uma pedra enorme de fazer farinha, com a qual moía cereal da aldeia. Esse moleiro estava passando por dificuldades e não restava nada além da enorme pedra de moinho e da grande macieira florida atrás da construção. Um dia, quando ele entrava na floresta com seu machado de gume

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A Floresta Africana

Há muitos e muitos anos atrás, numa selva chamada Floresta Africana, animais brancos e negros não conviviam em harmonia. Na verdade eles enfrentavam uma fase de muita turbulência, afinal, tudo era separado; os animais brancos só podiam circular pelos lugares indicados para animais brancos e os animais de pelo negro só podiam circular pelos ambientes preparados para eles. Desta forma, eles nunca se encontraram

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A Cerejeira da Lua

A Lua fita-nos quando a fitamos? Não. Nunca. Se a chamarmos deste canto da Terra, a Dama Toda Branca embuça-se de mistério e faz de conta que é a Bela Adormecida. Presunçosa. Como se toda a gente não soubesse que a Lua deixou de ser inacessível. Botas memoráveis pisaram-lhe a superfície desolada. Satélites zumbem à sua volta. Telescópios potentíssimos perscrutam-lhe todos os socalcos, rugas

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Os três cabelos de ouro do diabo

Há muitos e muitos anos, numa casinha pobre, nasceu um menino bonito e forte, mas que, ao contrário de todas as outras crianças, nasceu com todos os dentes na boca. Os pais, assim que o viram, ficaram muito assusta-os, pensando se tratar de alguma bruxaria. As vizinhas, entretanto, os tranquilizaram, dizendo que nascer com dentes era sinal de boa sorte. E uma delas, que

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A Águia e o Escaravelho

Uma lebre corria a não mais poder em direção à sua toca, fugindo à perseguição da águia. E em sua desabalada carreira, passou pela casa do escaravelho. Não era propriamente uma casa de segurança, mas, na falta de algo melhor, resolveu a fugitiva homiziar-se lá mesmo. Já se precipitava a águia sobre a frágil guarida, quando o escaravelho, com intenção de salvar a agora

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A Raposa e o Busto

Era um busto famoso, um todo teatral… Por entre a multidão, o burro, esse animal Que não sabe julgar senão as aparências, Gabava da escultura as raras excelências. A raposa, porém, um tanto mais sabida, Aproxima-se e diz: “Não vi, por minha vida, Cabeça tão perfeita!… É mágoa verdadeira A falta que lhe faz lá dentro a mioleira!” Aos centos, pelo mundo, os homens

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As Esferinhas

Era uma vez, oito esferinhas alinhadas no espaço. Cada uma tinha um tamanho e uma cor diferente. Algumas eram quentes, outras geladas, algumas eram enormes e outras bem pequenas. Cada esferinha tinha um nome e, embora todas fossem redondinhas, não se pareciam umas com as outras. Elas nunca paravam no espaço, estavam sempre em movimento. Elas eram encobertas por um lençol branco, que mais

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A Raposa e a Cegonha

Aconteceu um dia da comadre Raposa convidar a Cegonha para jantar. Com as manhas de matreira que é, preparou comida líquida, uma sopa e uma papa de sobremesa que escorreu em prato raso… A Cegonha fez de tudo para provar, picava o prato com o bico, mas nada! Voltou com fome pro ninho. Dali que resolveu bem resolvido pagar a Raposa com a mesma

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