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Natal no Hipermercado

Muito gostava o Rodrigo de ir à caixa de correio. Quando o Natal se aproximava, estava sempre tão cheia que alguns papéis coloridos ficavam entalados na fresta estreita e comprida. O rapaz puxava-os, mesmo antes de dar a volta à chave, no entusiasmo de descobrir coisas maravilhosas, que apetecia mesmo comprar. Subia no elevador com meia dúzia de envelopes brancos, sem graça nenhuma, e

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Rainha da Primavera

Numa terra muito distante chamada Florislândia, havia todos os tipos de flores, de todas as idades e de todos os estilos. As mais velhas eram mais sábias e cuidavam das mais jovens, as mais novas costumavam ser mais vaidosas e viviam enfeitando suas pétalas. As flores mães cuidavam das tarefas do lar e dos filhos, os pais saíam para trabalhar nas plantações de novas

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A Rã e o Touro

Uma tarde, andava um grande Touro passeando ao longo da água, e vendo-o a Rã tão grande, tocada de inveja, começou a comer, e a inchar-se com vento, e perguntava às outras rãs se era já tão grande como parecia? Responderam elas: Não!!! Pensa a Rã segunda vez, e põe mais força por inchar; e aborrecida por faltar muito para se igualar o Touro

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A Pomba e a Formiga

Enquanto a sede uma pomba Vê por um triste desastre Cair n’água uma formiga. Naquele vasto oceano A pobre luta, e braceja, E vir à margem da fonte Inutilmente deseja. A pomba, por ter dó dela, N’água uma ervinha lhe lança; Neste vasto promontório A triste salvar-se alcança. Na terra a põe uma aragem; E livre do precipício, Acha logo ocasião De pagar o

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A Mosca e a Formiga

Uma mosca importuna contendia Com a negra formiga, e lhe dizia: “Eu ando levantada lá nos ares, E tu por esse chão sempre a arrastares: Em palácios estou de grande altura, Tu debaixo da terra em cova escura: A minha mesa é rica e delicada; Tu róis grãos de trigo e de cevada; Eu levo boa vida, e tu, formiga, Andas sempre em trabalho

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A Gaivota que não queria ser

Era uma vez uma gaivota que gostava de ser pomba. Dizia ela que as gaivotas não servem para nada, ao passo que as pombas sempre servem para alguma coisa. – Levam cartas, mensagens, avisos de um lado para o outro – explicava ela às outras gaivotas. – São as pombas ou os pombos-correios. – Também há quem as cozinhe com ervilhas – interrompeu-a uma

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A Raposa sem rabo

Uma ladina Raposa Caiu em certa armadilha, (Que sempre as tece o Diabo!) E foi grande maravilha Ficar apenas sem rabo: Com tal perda envergonhada, De a coonestar busca a ideia; E as sócias vendo uma vez Juntas em grande assembleia, Lhes disse muito cortês: – Sabei que os cães destes sítios, – Que há dias tenho encontrado – Por esta campina toda, –

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A donzela sem mãos

Era uma vez, há alguns anos, um homem que ficava na estrada e que possuía uma pedra enorme de fazer farinha, com a qual moía cereal da aldeia. Esse moleiro estava passando por dificuldades e não restava nada além da enorme pedra de moinho e da grande macieira florida atrás da construção. Um dia, quando ele entrava na floresta com seu machado de gume

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A Floresta Africana

Há muitos e muitos anos atrás, numa selva chamada Floresta Africana, animais brancos e negros não conviviam em harmonia. Na verdade eles enfrentavam uma fase de muita turbulência, afinal, tudo era separado; os animais brancos só podiam circular pelos lugares indicados para animais brancos e os animais de pelo negro só podiam circular pelos ambientes preparados para eles. Desta forma, eles nunca se encontraram

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A Cerejeira da Lua

A Lua fita-nos quando a fitamos? Não. Nunca. Se a chamarmos deste canto da Terra, a Dama Toda Branca embuça-se de mistério e faz de conta que é a Bela Adormecida. Presunçosa. Como se toda a gente não soubesse que a Lua deixou de ser inacessível. Botas memoráveis pisaram-lhe a superfície desolada. Satélites zumbem à sua volta. Telescópios potentíssimos perscrutam-lhe todos os socalcos, rugas

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