Carlo Collodi




Escritor de literatura infantil e jornalista italiano, Carlo Collodi, de nome verdadeiro Carlo Lorenzini, nasceu em Florença em 1826. Ainda muito jovem, deu entrada num seminário mas, com o alastramento do movimento de unificação italiana, apaixonou-se pela política. Assim, aos vinte e dois anos, resolveu dedicar-se ao jornalismo, pensando ser uma das melhores maneiras de batalhar pela causa nacional. Nesse ano de 1848, não só se juntou como voluntário ao exército toscano, como também fundou o jornal Il Lampione que, pelo seu carácter cáustico e satírico, viria a ser suprimido, por ordem do Grão Duque da Toscânia, na primavera do ano seguinte. Foi mais afortunado com o seu sucessor, La Scaramuccia e, em 1861, pôde ressuscitar o Il Lampione. Assumindo o pseudónimo “Collodi”, em honra da pequena aldeia toscana onde a sua mãe havia nascido, assinou comédias e artigos de imprensa, dos quais se destacam as fervorosas contribuições para o Il Fanfulla. Em 1856 conseguiu alcançar uma certa nomeada com a publicação do romance In Vapore.

No ano de 1861, quando a Itália se tornou uma nação unificada, Collodi decidiu, num ato de coerência, abandonar o jornalismo. A partir de 1870 estabelecer-se-ia como censor, no seio da Comissão de Censura para o Teatro, e como editor de revistas. A partir de 1875, foi traduzindo para a imprensa os contos de encantar do francês Charles Perrault, que havia reintroduzido os contos de encantar no coletivo popular e, em consequência da sua aceitação na Itália, resolveu dedicar-se a escrever os seus próprios contos. Assim, em 1876, criou uma série infantil cujo protagonista era o vilão Gianettino, mas o seu grande sucesso chegaria, em 1881, com a publicação no Giornale dei Bambini, do primeiro episódio de “Pinocchio”, com o nome Storia Di Un Burattino, com ilustrações de Eugenio Mazzanti. Publicou, durante este período, Macchiette (1880), Occhi e Nasi (1881) e Storie Allegre (1887), coletâneas satíricas e humorísticas dos seus artigos publicados na imprensa.

Ignorando a fama potencial da sua obra, Collodi veio a falecer, na sua Florença natal, a 26 de outubro de 1890.

O Pinóquio

Numa aldeia italiana vivia Gepeto, o melhor relojoeiro do mundo. Um dia construiu um boneco quase perfeito…! -Serás o filho que não tive, e vou chamar-te Pinóquio. Nessa noite a Fada Madrinha visitou a oficina de Gepeto. Tocando Pinóquio com a varinha mágica disse: – Vou-te dar vida, boneco. Mas deves ser sempre bom e verdadeiro! No dia seguinte Gepeto apercebeu-se que os seus

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