Contos Populares




A Preguiçosa

Era uma vez uma rapariga muito preguiçosa que foi pedida em casamento. O pai da rapariga disse ao pretendente que sua filha não lhe serviria por ser muito desleixada e preguiçosa. – Deixe-a comigo, respondeu o mancebo, sem desanimar. E ao fim de pouco tempo casaram e foram viver para outra aldeia. Logo no dia seguinte ao casamento o marido foi trabalhar para o

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A História do Compadre Pobre e o Compadre Rico

Moravam numa aldeia dois compadres. Um era pobre e o outro rico, mas muito miserável. Naquela terra era uso todos quantos matavam porco dar um lombo ao abade. O compadre rico, que queria matar porco sem ter de dar o lombo, lamentou-se ao pobre, dizendo mal de tal uso. Este deu-lhe de conselho que matasse o porco e o dependurasse no quintal, recolhendo-o de

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Frei João Sem-Cuidados

O rei ouvia sempre falar em Frei João-Sem-Cuidados como um homem que não se afligia com coisa nenhuma deste mundo. E isso provocava-lhe uma certa inveja: – Deixa estar, que eu hei-de meter-te em trabalhos – pensou o Rei para consigo. Mandou-o chamar à sua presença e disse-lhe: – Vou perguntar-te três adivinhas e se dentro de três dias não me souberes responder, mando-te

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O Barba Azul

Um homem muito rico e poderoso que vivia sozinho num grande palácio. Chamavam-lhe Barba Azul porque tinha uma longa e estranha barba azul-escura. Por causa disso, o seu aspecto era sombrio e todos tinham medo dele. Um dia, o Barba Azul foi visitar uma senhora que vivia próximo do seu palácio e pediu em casamento a sua filha mais nova, que era uma jovem

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Bolinhas O Gato Fadista

Filipe era um rapaz que fazia amizade com todos os meninos do seu lugar. Vivia nas Termas de São Pedro do Sul. Eram sortudos os meninos daquela aldeia, pois no Inverno tinham um lugar sempre quentinho onde podiam fazer as suas brincadeiras! A temperatura era muito agradável. Espertos, juntavam-se em grupo e brincavam por cima de uma laje onde nasce a água quente que

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O Príncipe Sapo

Era uma vez um rei que não tinha filhos e tinha muita paixão por isso, e a mulher disse que Deus lhe desse um filho mesmo que fosse um sapo. Houve de ter um filhinho como um sapo; depois botaram as folhas a ver se havia quem o queria criar, mas ninguém se animava a vir. O rei, vendo que o sopito do filho

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Rosa Branca e Rosa Rubra

Uma pobre viúva que vivia numa casa onde cresciam duas roseiras; uma dava rosas brancas e a outra rosas rubras. As suas duas filhas pareciam-se tanto com essas duas roseiras que lhes pôs o nome de Rosa Branca e Rosa Rubra. As duas gostavam muito uma da outra e iam sempre juntas para todo o lado. Um dia, ao entardecer, enquanto a mãe lia

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O Ouro e os Sete Anões

Sete anões, chamados Sabichão, Rezingão, Sénior, Dunga, Chefe, Dengoso e Valente. A sua missão era proteger o ouro que se encontrava debaixo da terra da cobiça e ambição dos homens. Todos os dias iam trabalhar para a mina onde fabricavam bonitas jóias de ouro, com poderes mágicos, para que outros seres bondosos fizessem o bem. O Sabichão e o Sénior estavam a acabar um

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MEMÓRIAS DE UM NATAL PASSADO

MEMÓRIAS DE UM NATAL PASSADO Quando era criança, na noite de Natal, eu e o meu irmão partia-mos nozes e avelãs no chão de cimento da cozinha, à luz do candeeiro, enquanto a minha mãe se ocupava das coisas que as mães fazem. Depois, quando o meu pai chegava, jantava-mos como sempre e seguia-se, propriamente, a cerimónia de Natal. Naquela noite o meu pai

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A Bela Menina

Era uma vez um homem; vivia numa cidade e trazia navegações no mar, e depois foi ele e deu em decadência por se lhe perderem as navegações. Ele teve o seu pesar e não podia viver com aquela decência com que vivia no povoado e tinha umas terrinhas na aldeia e disse para a mulher e para as filhas: «Não temos remédio senão irmos

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