O Ateu

Criado por Narrador
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Era uma vez um sábio que se vangloriava de ser ateu. Além disso, era um grande anticlerical. Ria-se dos que acreditavam, dizendo que a religião continua a ser um ópio para consolar o povo ignorante e sofredor.
Um dia, regressava a casa sozinho no seu carro por uma estrada deserta. Chovia torrencialmente e o carro despistou-se, deixando o condutor ferido e a sangrar muito na valeta.
Por acaso, passou por ali um padre que, sem se identificar, cuidou dele. Viu que o seu aspecto era de grande gravidade. Por isso, meteu-o no seu carro e levou-o imediatamente para o hospital mais próximo.
Deixou-o entregue aos cuidados dos médicos, telefonou à família do sinistrado a avisar do sucedido e seguiu a sua viagem.
No dia seguinte, o sábio ateu recuperou a consciência. Perguntou pela mulher e pelos filhos. Quis ainda informar-se quem o tinha salvado da morte. Soube então que tinha sido um desses padres que tanto gostava
de ridicularizar.
Não se sabe se continuou com o seu anticlericalismo de antes ou se mudou de atitude.

Numa sociedade anticlerical como a nossa, há sempre lugar na comunicação social para apregoar algum acontecimento menos feliz relacionado com os padres. Por que não se fala do bem que eles fazem, sobretudo aos pobres e humildes?

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