O dia em que o Cristiano se perdeu

Criado por Narrador
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Toda a família se divertia na praia. Havia o pai, a mãe, o Cristiano e a pequenita Ana. O tempo estava maravilhoso; o céu brilhava com um azul magnífico. Como a água estava convidativa! Por toda a parte reinava animação e alegria. Principalmente o Cristiano estava alegre a valer. Jogava à bola na areia quente. A cara brilhava-lhe de contentamento, cada vez que uma onda pequena lhe trazia a bola, ou quando a água lhe brincava com os tornozelos.

Que contentamento sentia ao observar como os pés se afundavam lentamente na areia molhada. Que ruído alegre quando ele os desenterrava novamente! Mais tarde, ele e o papá construíram um vistoso castelo para a Anita. Tinha torres, as janelas eram de conchas, e a toda a volta havia um fosso cheio de água. A única dificuldade era a pequena Ana que ora queria ajudar, chapinhando pelo fosso adiante, ora se sentava no telhado do castelo. O Cristiano não ligava muita importância a isso, porque ele sabia que os pequenitos não têm mais entendimento.

O sol estava cada vez mais quente. Em breve o nariz do Cristiano se pôs mais vermelho do que as bochechas. Ate a mãe tinha calor, apesar de estar sentada debaixo de um guarda-sol.

“Gostaria de beber qualquer coisa,” suspirou ela, “mas não posso deixar a Anita sozinha. E o papá agora está a conversar com um senhor.”

“Eu posso ir,” disse o Cristiano pressuroso. “Bem, meu queridinho, o restaurante é já ali em cima, na esplanada, deste lado da rua. Não há nada que errar. Compra-me uma garrafa de sumo de uva e uma garrafa de água mineral.”

O Cristiano agarrou no dinheiro, e pós se alegremente a caminho, pela areia fora, dirigindo-se ao restaurante. Neste, havia muita gente, e parecia que só atendiam os adultos. Finalmente lá conseguiu as duas garrafas e dispôs-se a voltar para junto da mãe. Durante algum tempo, caminhou pelo atalho, mas sem conseguir avistar o guarda-sol da mãe. Talvez fosse um pouco mais para cima. Depois de ter andado bastante, o Cristiano começou a ficar em cuidados. Já era para lá ter chegado. A praia estava cheia de gente – debaixo de centenas de toldos – mas nenhum deles era o da mãe. Onde estaria a família?

O Cristiano resolveu correr pela areia fora, à procura. Mas Quando se encontrou no meio de todos aqueles toldos, sentiu-se perdido. Agora, ele já não tinha a mínima noção do caminho. A cena altura, encontrou-se na extremidade da praia, numa pequena bala. Pôs as garrafas no chão com cuidado, e sentou-se.

Posse a pensar, a pensar. Então lembrou-se do que o pai lhe tinha dito sempre: se alguma vez te perderes, Cristiano, senta-te quieto, até eu te encontrar, não te ponhas a andar por toda a parte. “Deverei ficar aqui sentado, neste recanto abandonado?”

O rapazinho estava muito preocupado. Passou um homem que olhou para ele muito admirado. “Olá, amiguito, andas perdido? Ou perdeste alguma coisa?” perguntou amigavelmente.

“Estou à espera do meu pai”, respondeu o Cristiano, corajosamente. Então o homem foi-se embora.

O sol cada vez estava mais Quente. O Cristiano abriu uma das garrafas e bebeu um pouco da água mineral, já Quente. De vez em quando, passavam pessoas, e perguntavam se ele estava perdido. Mas a resposta era sempre a mesma: “Estou só à espera do meu pai.”

Esperar pelo pai! Mas durante Quanto tempo ainda? O Cristiano posse a olhar à volta. As sombras começavam a aumentar, la entardecendo a em breve chegaria a altura de começar a maré cheia. Mas o pai havia de vir! Ele assim o dissera – o Cristiano só tinha de ficar sentado à espera. E assim ele fazia.

“Ah! Cá estás tu!” Soou de repente uma voz grave. O Cristiano pós se de pé num salto, lançando os braços à volta do pescoço do pai. “Oh. papá,” exclamou, chorando de alegria, “estou tão contente por teres vindo. Pensei no que sempre me tinhas dito. Tinha a certeza de que virias.”

O pai sorriu, e apertou o seu rapazinho contra o peito. “Fizeste bem. Cristiano”, disse ele. “Procurei-te por toda a parte e, como tu fizeste o que te disse, pude encontrar-te.” Ele pôs o Cristiano aos ombros, e correram para junto da mãe. Como o Cristiano estava contente.
Já não era um rapazinho perdido, o pai tinha-o encontrado.

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