O ladrão

Criado por Narrador
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Era noite de Natal. O ladrão, disfarçado de mendigo, bate à porta de uma viúva que está a fechar as janelas para ir à missa do galo, e pede um prato de sopa.

Negar um prato de sopa quente na noite de Natal? Não. Com toda a pressa, abriu a porta e mandou-o sentar à mesa enquanto foi à cozinha preparar alguma coisa para ele comer.

Enquanto ela estava lá dentro, ele ia observando tudo o que tinha valor e poderia levar consigo no saco. Se ela oferecesse resistência, bastaria uma paulada na cabeça.

Eis que chegou ela com o prato e disse:

— Sabe que hoje e noite de Natal e o sino já está a chamar para a missa do galo. O senhor fica aqui a comer. Depois -pode deitar-se no sola. Eu voltarei depressa.

O homem ficou espantado com esta prova de confiança e de bondade. Como poderia praticar um crime contra uma pessoa que
lhe tinha tanto amor? Comovido, disse:

— Eu também vou. Tomo a sopa depressa e vou à missa consigo.

Quem é mais forte, a violência ou a bondade? Este homem da história sentiu-se derrotado pela confiança e bondade de uma mulher indefesa. E, de facto, verdade que somos fortes sempre que optamos pela não-violência.

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