O ramo de flores

Criado por Narrador
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A velhinha, de rosto sereno e tranquilo, desde que morrera o seu marido, passou a viver numa residência para idosos. Não tinha nenhum parente com quem pudesse viver.
As pessoas constatavam que, na época do Natal, aquela mulher recebia sempre uma encomenda e um ramo de flores.
Abria-a com alegria diante das colegas e dizia sempre estas palavras:

— Estais a ver? Ele mais uma vez se lembrou de mim.

O cartão que acompanhava a encomenda trazia sempre a assinatura do seu saudoso marido, falecido há muitos anos. Como explicar este mistério? A responsável da casa contou, exigindo segredo aos empregados, o seguinte: o marido deixara no testamento que um dos testamenteiros se encarregasse de escolher todos os anos um presente e um ramo de flores para mandar à esposa no dia de Natal.
Há mais de vinte anos que os presentes chegavam regularmente, reavivando na idosa a memória do seu saudoso marido, que assim a continuava a alegrar nesse dia.

Há quem hoje se interrogue se é possível um amor para sempre. Para os que dizem que só é possível um amor a prazo, esta história, na sua simplicidade, diz que um amor exclusivo entre duas pessoas pode permanecer para sempre.

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