O Sol e a Lua

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O sol todo pomposo, com as suas melhores vestes para sair à rua, ao entardecer, esqueceu-se do seu relógio em casa. Aflito, vasculhou inutilmente, por toda a parte, mas não encontrou nada a não ser o desespero e a desolação. Tentou em vão, socorrer-se da sua memória, mas não a encontrou, pois o cansaço já começava a tomar conta de si. Mas o impensável aconteceu: um vulto igualmente radioso e majestoso atravessou-se mesmo à sua frente, cortando-lhe a respiração.
- Mas, mas quem és tu? – Gaguejou o sol.
- Não sabes quem sou? – Perguntou a lua, admirada! – Sou apenas o símbolo mais importante da noite, meu caro amigo – brincou num tom irónico.
- Continuo sem perceber – confessou o sol.
- Chamo-me lua. Sirvo, especialmente, para iluminar a terra juntamente com as minhas amigas estrelas.
- Oh, como sou tão distraído, para não dizer mesmo dorminhoco (risos). Tenho andado todo este tempo a dormir. Como deixei escapar tamanha formosura? – Afirmou, meio desajeitado ao passar a mão pela sua enorme cabeça doirada.
- Isso já não sei… diz-me tu, quem és?
- Sou o sol, que curiosamente, também tenho uma função muito importante em mãos, pois ilumino e aqueço a terra e as pessoas, só que em vez de ser à noite é de dia. Talvez seja por isso, que andamos desencontrados, o que é uma pena imensa! Bocejou, olhando pensativamente para o silêncio do espaço.
- Pois bem, vejo que já estás cansado, quando ainda tenho energia para dar e vender – sentenciou a lua, deixando escapar uma estridente gargalhada, que acabou por não deixar indiferente o sol, que também sorriu.
- Ei! Não te vás embora ainda! Já ouviste falar na minha amiga nebulosa da formiga?
- Nebulosa da formiga?
- O que é isso?
- Uma vez que não sabes do que se trata, aconselho-te a pesquisares na web…
Passaram-se assim longas horas, até que o sol baixou as armas e bateu em retirada para a sua morada, prometendo à lua visitá-la mais vezes, não importando a distância e as horas que os separavam. Pois sabia, que tinha encontrado uma pérola preciosa, que nunca queria perder de vista, e assim, terminou um encontro imprevisto transformado numa amizade pouco provável.

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