Tag Archives: Rei




Maria Papoila

Nos campos sem fim semeados de trigo havia um casebre e nele morava Maria Papoila. Era uma boa moça, amiga de toda a gente, com duas rosetas na cara, vermelhas como duas papoilas. De manhã à noitinha trabalhava curvada para a terra, alegremente cantava e assim ia passando a sua vida sem história. Até que certo dia lhe bateu à porta um criado real.

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Os Cisnes Selvagens

Era uma vez um rei que tinha doze filhos: onze rapazes e uma menina chamada Elisa. Eram crianças felizes. Passavam os seus dias a brincar no parque do castelo e na escola usavam lápis de diamante e quadros de ouro. Um dia a mãe morreu e, pouco tempo depois, o pai decidiu voltar a casar. A nova mulher tinha muitos ciúmes dos enteados e,

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Frei João Sem-Cuidados

O rei ouvia sempre falar em Frei João-Sem-Cuidados como um homem que não se afligia com coisa nenhuma deste mundo. E isso provocava-lhe uma certa inveja: – Deixa estar, que eu hei-de meter-te em trabalhos – pensou o Rei para consigo. Mandou-o chamar à sua presença e disse-lhe: – Vou perguntar-te três adivinhas e se dentro de três dias não me souberes responder, mando-te

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A donzela sem mãos

Era uma vez, há alguns anos, um homem que ficava na estrada e que possuía uma pedra enorme de fazer farinha, com a qual moía cereal da aldeia. Esse moleiro estava passando por dificuldades e não restava nada além da enorme pedra de moinho e da grande macieira florida atrás da construção. Um dia, quando ele entrava na floresta com seu machado de gume

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O Seguimento

Um sultão viajava pelo deserto, seguido de uma longa caravana que transportava um precioso carregamento de ouro e objectos preciosos. A meio do caminho, um camelo, extenuado pelo cansaço, caiu e não mais se levantou. A arca que esse pobre camelo carregava tombou e abriu-se, espalhando nas areias muitas pérolas preciosas e outras jóias de muito valor. O sultão, num gesto de generosidade, convidou

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A Fuga da Morte

Uma vez, o anjo da morte passou pelo palácio do rei. Um funcionário, ao vê-la, ficou muito assustado, pensando que a morte o vinha buscar. Desejando fugir para longe dela, que andava por ali, pediu ao rei o cavalo mais veloz. O rei atendeu o seu pedido. Montou e saiu a galope. Atravessou montes e vales até que se fez noite. Cansado, avistou uma

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A Mosca e a Formiga

Uma mosca importuna contendia Com a negra formiga, e lhe dizia: “Eu ando levantada lá nos ares, E tu por esse chão sempre a arrastares: Em palácios estou de grande altura, Tu debaixo da terra em cova escura: A minha mesa é rica e delicada; Tu róis grãos de trigo e de cevada; Eu levo boa vida, e tu, formiga, Andas sempre em trabalho

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O melhor e o pior

O rei chamou um dos seus criados e disse-lhe: — Vai por todas as cidades e aldeias do meu reino e traz-me a coisa melhor que encontrares. Pouco tempo depois, o criado regressava com uma língua numa bandeja. E disse ao rei: — Majestade, a língua é a melhor coisa. Com ela os crentes louvam a Deus, os namorados falam de amor, os educadores

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A princesa Dos Sapatos Vermelhos

Um rei que tinha três filhas, todas elas muito bonitas. Dormiam juntas no mesmo quarto e com as camas umas ao lado das outras. O rei, que era muito desconfiado, fechava sempre a porta à chave, quando se iam deitar. Mas uma manhã, quando voltou a abri-la, descobriu com espanto que as solas dos sapatos da sua filha mais velha estavam gastas. Passado algum

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A Pequena Sereia

Muito longe da terra, onde o mar é muito azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas, todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar, porém a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha

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