Tag Archives: Terra




A Mosca e a Formiga

Uma mosca importuna contendia Com a negra formiga, e lhe dizia: “Eu ando levantada lá nos ares, E tu por esse chão sempre a arrastares: Em palácios estou de grande altura, Tu debaixo da terra em cova escura: A minha mesa é rica e delicada; Tu róis grãos de trigo e de cevada; Eu levo boa vida, e tu, formiga, Andas sempre em trabalho

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As Rosas

Os habitantes daquela terra não sabiam o que eram rosas. Um dia, apareceu lá um peregrino que lhes falou com tanto entusiasmo das rosas, que todos ficaram com imenso desejo de as conhecer. O peregrino regressou à sua terra e voltou trazendo rosas. Porém, como o caminho era longo, as rosas murcharam e o vento levou as suas pétalas. O peregrino regressou de novo

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Os Computadores

Era uma vez um homem bom. Morreu e foi bater à porta do Paraíso. Foi atendido por S. Pedro. Utilizou o computador para ver quais os dados referentes à vida deste homem na terra, mas o seu nome não figurava nas listas. Perguntou então a esse homem: — Tu foste baptizado? — Não. — Então não eras cristão. Aqui não há lugar para ti.

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O vendedor de sonhos

Era uma vez, numa terra colorida e feliz, um vendedor de sonhos que transportava o seu carrinho com sonhos lá dentro! Eu adorava a quinta-feira, era quando o vendedor de sonhos ia lá à minha rua para vender os seus sonhos. Quando acordava de manhã, ia logo lá para fora para ver se o via e a minha mãe dizia-me: _ Está muito frio,

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A Cerejeira da Lua

A Lua fita-nos quando a fitamos? Não. Nunca. Se a chamarmos deste canto da Terra, a Dama Toda Branca embuça-se de mistério e faz de conta que é a Bela Adormecida. Presunçosa. Como se toda a gente não soubesse que a Lua deixou de ser inacessível. Botas memoráveis pisaram-lhe a superfície desolada. Satélites zumbem à sua volta. Telescópios potentíssimos perscrutam-lhe todos os socalcos, rugas

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A Pequena Sereia

Muito longe da terra, onde o mar é muito azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas, todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar, porém a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha

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As Formigas

Uma dia, as formigas inventaram um vegetal especial para decorar o interior do seu formigueiro. Assim não precisavam de vir cá fora à procura de vegetais naturais. Com o número de formigas constantemente a crescer, foi preciso ampliar o formigueiro. Tornou-se no Grande Formigueiro sob a direcção da Grande Formiga. As saídas para o exterior foram fechadas a cimento. Sucederam-se as gerações de formigas

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Meninos de todas as cores

Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia: É bom ser branco porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve, tão linda. Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos. Arranjou uma

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Maria Papoila

Nos campos sem fim semeados de trigo havia um casebre e nele morava Maria Papoila. Era uma boa moça, amiga de toda a gente, com duas rosetas na cara, vermelhas como duas papoilas. De manhã à noitinha trabalhava curvada para a terra, alegremente cantava e assim ia passando a sua vida sem história. Até que certo dia lhe bateu à porta um criado real.

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O Sol e a Lua

O sol todo pomposo, com as suas melhores vestes para sair à rua, ao entardecer, esqueceu-se do seu relógio em casa. Aflito, vasculhou inutilmente, por toda a parte, mas não encontrou nada a não ser o desespero e a desolação. Tentou em vão, socorrer-se da sua memória, mas não a encontrou, pois o cansaço já começava a tomar conta de si. Mas o impensável

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