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Tudo perde a Avareza
Quando quer ganhar tudo.
Para abono, só tomo essa Galinha
Fabulosa, que punha os ovos de ouro.

Crendo o dono que tinha
No ventre dela um tesouro,
Matou-a, abriu-a, e viu-a igual as outras,
Que ovos comuns lhe punham. – Defraudou-se

Do melhor bem que tinha
Que lição para Mirras!
N’esta era o vimos. Pobres d’ontem a hoje,
Por sôfregos de ser, d’um pulo, ricos.

galinha ovos de ouro - A Galinha dos Ovos de Ouro A Galinha dos Ovos de Ouro

Tudo perde a Avareza Quando quer ganhar tudo. Para abono, só tomo essa Galinha Fabulosa, que punha os ovos de ouro. Crendo o dono que tinha No ventre dela um tesouro, Matou-a, abriu-a, e viu-a igual as outras, Que ovos comuns lhe punham. – Defraudou-se Do melhor bem que tinha Que lição para Mirras! N’esta era o vimos. Pobres d’ontem a hoje, Por sôfregos

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raposa 500px - A Raposa sem rabo A Raposa sem rabo

Uma ladina Raposa Caiu em certa armadilha, (Que sempre as tece o Diabo!) E foi grande maravilha Ficar apenas sem rabo: Com tal perda envergonhada, De a coonestar busca a ideia; E as sócias vendo uma vez Juntas em grande assembleia, Lhes disse muito cortês: – Sabei que os cães destes sítios, – Que há dias tenho encontrado – Por esta campina toda, –

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assembleia.ratos03 - A Assembleia dos Ratos A Assembleia dos Ratos

Um gato de nome Faro-Fino fez tais estragos na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem coragem para saírem das tocas, estavam quase a morrer de fome. Tornando-se muitíssimo séria a situação, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso, e certa noite em que Faro-Fino andava pelos telhados, fazendo versos à lua. – Penso – disse um

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lebre - A Lebre e a Perdiz A Lebre e a Perdiz

Dos miseráveis Nunca zombeis. Quem diz que sempre Feliz sereis? Mais de um exemplo Do sábio Esopo Conspira em prova Do nosso escopo. O que em meus versos Agora cito Foi noutros termos Por ele escrito. Tinham num campo Lebre e perdiz (Ao que parece) Vida feliz. Uns cães se achegam Do lar tranquilo; Vai longe a lebre Buscando asilo. Perde-lhe o rasto Toda

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musicos bremen - Os Musicos de Bremem Os Musicos de Bremem

Era uma vez um burro que durante muitos anos tinha trabalhado para um moleiro, transportando pesados sacos de grão. Mas agora já estava velho e sem força. O seu patrão, pensando que o burro já não sevia para nada, nunca mais lhe deu de comer. O burro que não queria morrer à fome resolveu fugir. “Vor para Bremen, a cidade dos músicos!”, pensou. “Já

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bolacha maria - Bolacha Maria Bolacha Maria

Era uma vez uma bolacha Maria que disse que Maria, só Maria, não chegava. Queria ser, ao menos, Maria Emília. Bolacha Dona Maria Emília, com todo o respeito. As outras companheiras do pacote fizeram-lhe a vontade. Mas, quando uma bolacha Maria começa com exigências, oh! Oh! Nunca mais pára… — Pensando melhor, não dispenso os apelidos. Quero passar a ser tratada por Dona Maria

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download - O Pinheirinho Torto O Pinheirinho Torto

Era uma vez, um lindo vilarejo em que morava uma família que trabalhava o ano todo se preparando para o Natal. Manoel era o pai que plantava mudas de pinheiro no início do ano e cuidava delas todos os dias durante todos os meses para que pudessem se tornar fortes pinheiros que deveriam ser belas árvores de Natal. Seu filho Paulo o ajudava com

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patinho feio - O Patinho Feio O Patinho Feio

Numa bela tarde de Verão, a mãe pata vigiava sorridente os ovos da sua ninhada que estavam prestes a estalar: “Cric, crac”, fez o primeiro ovo. “Cric, crac”, fizeram, uns após outros, todos os ovos da ninhada. As cascas partiram e cinco belos patinhos amarelos saíram cá para fora. “Como sois belos!”, disse a mãe. Mas, faltava um ovo! Era maior e mais escuro

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raposa e tambor - A Raposa e o Tambor A Raposa e o Tambor

Conta-se que uma raposa esfomeada chegou a um bosque onde, ao lado de uma árvore, havia um tambor, que soava furiosamente cada vez que, ao sopro do vento, os ramos da árvore se moviam e batiam nele. Ao ouvir tal ruído, a raposa dele se aproximou e, já em frente ao tambor, pensou: “Este deve conter muita carne e muita gordura.” Lançou-se sobre ele

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pequena sereia - A Pequena Sereia A Pequena Sereia

Muito longe da terra, onde o mar é muito azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas, todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar, porém a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha

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