Contos Infantis




Eram sete e meia da manhã, quando a Joaninha abriu a porta da cozinha, onde a mãe preparava o pequeno-almoço. Trazia num pé uma meia branca e uma sandália. O outro pé estava descalço e ela vinha com a outra sandália na mão.

“Mãe”, disse a Joaninha, “eu procurei por toda a parte, mas não consigo encontrar a outra meia.”

“Não sei o que hei de fazer contigo”, replicou a Dona Gilda, descontente. “A semana passada, já perdeste uma das meias novas azuis que eu te tinha dado. Andas muito descuidada. Pensa onde é que puseste a outra meia, quando te descalçaste, ontem á noite. E despacha-te, se não chegas atrasada à escola.”

A Joaninha foi para o quarto mas com pouca esperança de encontrar o que tinha perdido. “Mas eu pus as duas juntas em cima desta cadeira, quando me fui deitar. Nunca se consegue encontrar as coisas no mesmo sítio onde ficaram”, resmungou de má vontade, enquanto procurava em todos os cantos.

“Mãe, mãe!” gritou ela de repente, lutando contra as lagrimas que lhe vinham ao olhos. “Encontraste?” perguntou a mãe. quando a Joaninha apareceu à porta. Esta abanou a cabeça.

“Então”, disse a mãe, “tenho muita pena, mas tens de calçar a azul. Se usares estas duas meias, pelo menos é um par que não fica perdido. Eu sei”, acrescentou ao ver a cara espantada da filha, “que não é bonito andar com uma meia azul e outra branca. Mas talvez isso te ajude a prestares mais atenção para próxima vez.”

Antes de a Joaninha responder, a mãe meteu-lhe a meia azul na mão e voltou aos seus afazeres. Agora, com lágrimas, a Joaninha viu que não lhe restava senão calçar as “camaradas desemparceiradas”. “Todos se vão rir de mim, quando me virem aparecer assim”, disse a Joaninha ao dar à mãe o beijo de despedida. “Lamento muito”, replicou a Dona Gilda. Mas tinha de se manter firme se queria ajudar a Joaninha a perder os maus hábitos. Finalmente, esta pôs-se a caminho da escola. Os seus sentimentos eram verdadeiramente singulares, Ia estudando a maneira de enveredar por um caminho onde não encontrasse ninguém. Assim, trepou por cima de uma cerca que rodeava um grande prado, e correu em direcção à escola. Mas não podia deixar de pensar nos colegas e nas meias.

“Preferia não ir à escola,” pensou a Joaninha, continuando a andar. Quando estava quase a chegar, lembrou-se que poderia ir descalça. Havia outras crianças que iam descalças para a escola. Assim, ninguém veria as meias diferentes. A Joaninha sentou-se numa grande pedra e desatou os sapatos. Depois de desapertar a correia, tirou a meia azul, e depois a branca. Para sua grande surpresa, apareceram-lhe duas meias brancas na mão. E que a meia perdida, estava metida dentro da que ela acabava de descalçar. Era verdadeiramente incrível! Daí a algum tempo, ela concluiu que tinha calçado uma meia por cima da outra, sem dar por isso.

“Não admira que não fosse capaz de a encontrar!” pensava a chorar e a rir ao mesmo tempo, enquanto calçava rapidamente as duas meias brancas. Mas pós a azul na pasta, para não a perder. “Não quero perder mais meias, para não ter de calcar uma de cada cor. Mas agora era mais do que tempo de chegar A escola.

seamless socks background 23436299 - Onde estava a meia perdida? Onde estava a meia perdida?

Eram sete e meia da manhã, quando a Joaninha abriu a porta da cozinha, onde a mãe preparava o pequeno-almoço. Trazia num pé uma meia branca e uma sandália. O outro pé estava descalço e ela vinha com a outra sandália na mão. “Mãe”, disse a Joaninha, “eu procurei por toda a parte, mas não consigo encontrar a outra meia.” “Não sei o que

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