Contos Infantis




Era uma vez um príncipe egoísta que um dia não prestou ajuda a uma velhinha que a solicitou. Só que esta era uma bruxa e gritou uma maldição:
– Julgas-me indefesa! Pela tua falta de piedade condeno-te a viver a partir de hoje como uma Besta.
A transformação foi imediata! O destino da fera ficaria ligado ao de uma rosa encantada, que viveria até que ele chegasse aos 21 anos. Então os dois morreriam. A menos que alguém o amasse!
– Mas que mulher gostará de mim assim?
Anos depois, numa aldeia próxima, já tinham esquecido o sucedido. Ali residia Bela, moça bonita, que gostava muito de ler e que era cortejada por diversos moços.
Uma noite Maurício, o pai de Bela, perdeu-se no Bosque e, depois de muito caminhar, chegou ao castelo de Besta. Chamou, chamou e, como ninguém acorresse e a porta estivesse aberta, entrou e sentou-se junto da lareira, para se aquecer.
– Invadiste a minha casa, velho! – gritou Besta.
– Sou um inventor… suplicou Maurício. – Juro que não direi a ninguém que o vi… Deixe-me ir embora…
– Cala-te. – rugiu Besta. – És meu prisioneiro!
Dias depois, Bela entrou no castelo, quando andava desesperada em busca do pai.
– Alguém me ouve?
Besta apareceu e levou-a à cela do pai.
– Velho, vai-te embora, mas se contares a alguém o meu segredo, não verás mais a tua filha!
Noite dentro, Besta lembrou-se que deveria conseguir o amor sincero de uma mulher… Mas como?
Com pena de Bela, conduziu-a a um grande e confortável quarto. Deu-lhe de comer e portou-se com a máxima educação. E ofereceu-lhe um lindo vestido.
No dia seguinte, ao entrar na biblioteca do castelo, ficou espantada.
– Nunca vi tantos livros. Já os leu todos?
– Não, respondeu Besta.
– Creio que é mais humano do que aparenta, senhor!
Continuando o mostrar-lhe o castelo, entraram na sala aonde se encontrava a rosa mágica.
– Está a morrer! – gritou ela.
– E eu morro com ela! – disse tristemente Besta.
Entretanto Bela voltou à aldeia, para salvar o pai que, por ser inventor, o povo achava louco. E no afã de apresentar argumentos falou do castelo e do seu dono, salientando a bondade deste. Mas ninguém acreditou nela. E os camponeses armaram-se com forquilhas e enxadas para matar Besta.
Bela adiantou-se e, correndo quanto podia, conseguiu chegar primeiro ao castelo. E avisou o príncipe do perigo que o espreitava. Mas, já muito farto da vida que levava, ele não quis lutar. Um dos camponeses feriu-o com um punhal e empurrou-o de uma varanda do castelo.
– Vou ajudar-te! – gritou Bela. – Não podes morrer!
Correu até ao jardim e beijou com amor Besta, tentando reanimá-lo.
Milagre, este voltou a ser o príncipe que antes fora. Mas nunca mais egoísta e cruel.
O castelo encheu-se de vida. E logo depois veio a boda dos dois enamorados, que viveram felizes para sempre.

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