Fábulas Infantis




Dos miseráveis
Nunca zombeis.
Quem diz que sempre
Feliz sereis?

Mais de um exemplo
Do sábio Esopo
Conspira em prova
Do nosso escopo.

O que em meus versos
Agora cito
Foi noutros termos
Por ele escrito.

Tinham num campo
Lebre e perdiz
(Ao que parece)
Vida feliz.

Uns cães se achegam
Do lar tranquilo;
Vai longe a lebre
Buscando asilo.

Perde-lhe o rasto
Toda a matilha,
E nem Lindóia
Lhe dá na trilha.

De quente corpo
A emanação
Ao faro a indica
De um fino cão.

Filosofando,
Nelusco arteiro,
Conhece a lebre
Só pelo cheiro.

No encalço aperta
Da fugitiva;
Não quer que a presa
Lhe escape viva.

“A caça foi-se
(Diz Carabi);
Acreditai-me;
Nunca menti”.

Cansada, a lebre
Fugiu, correndo;
Ao pé da furna
Caiu, morrendo.

Diz, por motejo,
A companheira:
“Pois não campavas
De ser ligeira!

Teus pés velozes
Pra que prestaram
Se dos molossos
Te não livraram?”

Enquanto zomba
Da desgraçada
Dá-lhe a matilha
Rude assaltada.

Fia das asas
O salvamento.
Louca esperança!
Vão pensamento!

Do açor as garras,
Mísera, esquece!
Mal ergue o vôo,
Nelas perece.

lebre - A Lebre e a Perdiz A Lebre e a Perdiz

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musicos bremen - Os Musicos de Bremem Os Musicos de Bremem

Era uma vez um burro que durante muitos anos tinha trabalhado para um moleiro, transportando pesados sacos de grão. Mas agora já estava velho e sem força. O seu patrão, pensando que o burro já não sevia para nada, nunca mais lhe deu de comer. O burro que não queria morrer à fome resolveu fugir. “Vor para Bremen, a cidade dos músicos!”, pensou. “Já

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patinho feio - O Patinho Feio O Patinho Feio

Numa bela tarde de Verão, a mãe pata vigiava sorridente os ovos da sua ninhada que estavam prestes a estalar: “Cric, crac”, fez o primeiro ovo. “Cric, crac”, fizeram, uns após outros, todos os ovos da ninhada. As cascas partiram e cinco belos patinhos amarelos saíram cá para fora. “Como sois belos!”, disse a mãe. Mas, faltava um ovo! Era maior e mais escuro

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raposa e tambor - A Raposa e o Tambor A Raposa e o Tambor

Conta-se que uma raposa esfomeada chegou a um bosque onde, ao lado de uma árvore, havia um tambor, que soava furiosamente cada vez que, ao sopro do vento, os ramos da árvore se moviam e batiam nele. Ao ouvir tal ruído, a raposa dele se aproximou e, já em frente ao tambor, pensou: “Este deve conter muita carne e muita gordura.” Lançou-se sobre ele

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Simpleton finds The Golden Goose   Project Gutenberg eText 15661 - A Gansa dos Ovos de Ouro A Gansa dos Ovos de Ouro

Um fazendeiro e a mulher tinham uma gansa que todos os dias punha um ovo de ouro maciço. E todas as noites a guardavam em segurança dentro de um cercado ao canto da cozinha, com uma tigela cheia de bom milho e outra de água limpa. E todas as manhãs encontravam mais um ovo amarelo e reluzente na sua cama de palha fofa. Certo

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cao com um osso animais caes pintado por laila 1018985 - O Cão e o Osso O Cão e o Osso

Uma vez um cão roubou um osso a um carniceiro. Depois fugiu pela rua abaixo a toda a velocidade, atravessou a aldeia e as colinas, e foi ter a uma ponte de madeira sobre um regato. Parou em cima dela, ofegante, para olhar a água limpa e mansa. E deu um pulo de espanto. A olhar para ele, debaixo da água, estava outro cão.

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ass lion skin - O Burro vestido com a pele do Leão O Burro vestido com a pele do Leão

Quebrando a peia, Fofo sendeiro Que era moleiro; Dentro de um bosque, O fanfarrão Achou a pele D’alto leão; Em toda a parte Dela vestido, Por leão fero Era temido; Homens e brutos O respeitavam, Fugiam logo Que o divisavam: Mas das orelhas Uma pontinha De fora ao burro Ficado tinha; Foi visto acaso Pelo moleiro; Que julgou logo Ser o sendeiro; Indo-lhe ao

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lobo - O Escurinho e o Lobo Bom O Escurinho e o Lobo Bom

Havia um carneirinho, coitado, de quem ninguém gostava. Diziam que era muito feio e não sabia brincar. Num certo dia, todo o rebanho foi pastar para a serra e Simão, que era o filho mais novo do senhor Agostinho, pediu ao pai para também deixar ir o “Escurinho”. Lá mesmo no alto da serra, enquanto as ovelhas e os carneiros mais velhos se deliciavam

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17225person 2276 - A Gata Branca A Gata Branca

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aguia - A Águia e o Mocho A Águia e o Mocho

Puseram termo águia e mocho As antigas dissensões, A ponto de se abraçarem Em cordiais efusões. Ao firmar os compromissos Um invoca a fé real, Outro os foros comprovados De môcho honrado e leal. Por juramento prometem Poupar mutuamente os ninhos. Pergunta o pássaro triste: “Conheceis os meus filhinhos?” “nunca os vi (volve a rainha)”. Torna a ave de Minerva: “Ai de mim, míseros

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