Fábulas Infantis




Certa vez, na praça de uma pequena cidade, nasceu uma flor. Ela era linda, delicada e perfumava todo o ambiente.
Porém, na correria do dia-a-dia, ninguém parava para prestar atenção nela. Na verdade, a flor, que ali nascera por engano, meio que sem querer, sentia-se muito solitária.
Não demorou muito para ela perceber o efeito de tanto abandono. Sem água e sem cuidados, suas cores começaram a desbotar, seu cheiro já parecia sem graça e a flor achava-se muito feia.
Um velho cato, que morava no canteiro ao lado, percebendo a tristeza da pequenina flor, perguntou:
– O que você tem florzinha, porque está assim, tão murcha?
– Ah, senhor cato, eu estou muito triste. Sinto-me só e não tem ninguém que cuide de mim. Eu sou muito frágil, e na verdade, queria ser como o senhor. Eu o admiro tanto! O senhor é forte, resistente, não precisa de ninguém. Pode ficar muito tempo sem água, e seus espinhos o protegem. Eu queria muito ser como você!
O cato, que era uma planta já bem vivida, respondeu:
– Você, uma flor tão linda e perfumada, queria ser como um cato feio e espinhento como eu?
– Sim, você é forte, resistente e sabe se defender. Não precisa de ninguém. – respondeu a flor.
– Então você não percebe sua beleza e seu agradável perfume?
– Ora, senhor cato, de que adianta beleza e perfume? Veja como estou feia e mal cuidada! De que serve a beleza de uma flor que ninguém enxerga? E para piorar, algumas pessoas e bichos aqui na praça até me maltratam.
O cato pensou um instante. Realmente não podia negar que sua amiga flor já não estava tão bela. Ela precisava mesmo de mais atenção. O cato, sensibilizado, resolveu buscar uma forma de ajudá-la.
– Amiga flor, vamos encontrar uma solução para você. Porém, antes de qualquer coisa, você precisa me prometer algo. Jamais queira ser outra planta, porque você é a mais linda que eu já vi. Tudo que precisa é de um pouco de amor e cuidado.
– Mas quem vai cuidar de mim, uma flor nascida assim, por acidente, nessa praça feia? – questionou a plantinha.
– Minha amiga, se existe uma coisa que você precisa entender nesta vida, é que você nunca estará realmente só, se permitir que Deus seja seu companheiro.
O cato então pediu à florzinha que fechasse os olhos e fez por ela uma oração. O cato pediu a Deus que ajudasse aquela flor, e depois a ensinou a orar.
A flor fechou os olhos e pediu do fundo do coração:
– Bondoso Deus, cuida de mim!
Uma abelha que voava por perto ouviu o desejo da flor. Aproximou-se dela e conversaram longamente. A abelha, que raramente passeava por aquela praça sem graça, gostou muito de conversar com a solitária plantinha.
Depois de um tempo a abelha foi embora. E tudo parecia ter voltado ao normal. A noite chegou e, antes de dormir, o cato comentou com a flor uma história que já tinha ouvido há muito tempo atrás. Era a história dos três amigos inseparáveis: a fé, a esperança e o amor.
O cato disse à flor que esses amigos eram tão unidos que, se um deles fosse embora, os outros dois morreriam. Eles precisavam estar juntos, porque um cuidava do outro.
A planta ouviu tudo com atenção e dormiu feliz pensando nos três grandes amigos.
No outro dia, bem cedo, a abelha voltou com dois companheiros. Eram eles o beija-flor e a borboleta. Vieram alegrar um pouco a florzinha, e também cuidar dela.
– Mas como poderemos ajudar? – perguntou a borboleta.
A sabida abelha explicou a todos o plano que havia traçado. E agora, todos os dias, as novas amigas da flor pousavam em suas delicadas pétalas, espalhavam seu pólen e seu perfume e emprestavam-lhe beleza.
Aos poucos mais abelhas, borboletas e beija-flores chegaram. A praça estava a cada dia mais alegre e colorida, e todas as pessoas começaram a perceber. As crianças paravam para olhar, os namorados começaram a admirar. E muita gente vinha de longe para a famosa praça colorida visitar.
É claro que os comerciantes ficaram super felizes. Todo dia chegava gente nova na cidade. E resolveram adotar a praça. E cuidar muito bem daquela flor tão bela e delicada.
E a florzinha, antes triste e maltratada agora todo dia era regada. E sua beleza não tardou a voltar, seu perfume espalhou-se no ar. E o velho cato, muito feliz, agora via sua amiga se multiplicar. Sim, as abelhas e as borboletas espalharam suas sementes por toda praça.
A flor, muito contente, não cansava de louvar a Deus. Agradecia pelo amigo cato, que por ela fez uma oração. E agradecia pela resposta: a abelha que veio a ajudar. E também as borboletas e beija-flores que a amaram de maneira tão especial.
– Todo dia me lembro da história dos três amigos, e como não podem se separar. Percebo também que Deus quer ser nosso companheiro, basta a gente deixar. – filosofava a flor.
– Sim, amiga flor, é somente a ele orar. – rimava o cato.
E aquela antiga praça, antes feia e sem graça, ganhou uma nova cor. E ganhou nova vida graças à delicada beleza da flor. Que um dia quis ser dura, quis ser feia e diferente. Porque cria que assim, seria mais resistente.
Felizmente o espinhento cato, que também tinha grande valor, ensinou à pequenina planta, o quanto pode a beleza de uma frágil flor.
Fim.

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