Fábulas Infantis




Um fazendeiro e a mulher tinham uma gansa que todos os dias punha um ovo de ouro maciço. E todas as noites a guardavam em segurança dentro de um cercado ao canto da cozinha, com uma tigela cheia de bom milho e outra de água limpa. E todas as manhãs encontravam mais um ovo amarelo e reluzente na sua cama de palha fofa.
Certo dia, a mulher do fazendeiro disse ao marido:
– Isto dos ovos de ouro é muito bom, meu amigo, mas apesar de acabarmos ricos, vai levar muito tempo a fazermos fortuna que se veja. E, quando o conseguirmos, não nos vai aproveitar nem metade do que aproveitava já. Por isso tive uma ideia. É mais que certo que deve haver uma grande provisão de ovos de ouro dentro da nossa gansa. Porque havemos de esperar toda a vida que ela os ponha? Pega na faca e teremos todo esse ouro agora, enquanto podemos gozar.
– Bem – disse o fazendeiro, hesitante – parece-me uma maneira injusta de tratar um animal tão bom. Mas, por outro lado…
E sem dizer mais nada, matou a gansa e abriu-a. Para constatar que a ave por dentro era igual a outra gansa qualquer, sem o menor vestígio de um único ovo de ouro.
– Agora, minha querida, não ficamos ricos nem depressa nem devagar – disse o fazendeiro muito aborrecido.
Quem tudo quer, tudo perde.

Simpleton finds The Golden Goose   Project Gutenberg eText 15661 - A Gansa dos Ovos de Ouro A Gansa dos Ovos de Ouro

Um fazendeiro e a mulher tinham uma gansa que todos os dias punha um ovo de ouro maciço. E todas as noites a guardavam em segurança dentro de um cercado ao canto da cozinha, com uma tigela cheia de bom milho e outra de água limpa. E todas as manhãs encontravam mais um ovo amarelo e reluzente na sua cama de palha fofa. Certo

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cao com um osso animais caes pintado por laila 1018985 - O Cão e o Osso O Cão e o Osso

Uma vez um cão roubou um osso a um carniceiro. Depois fugiu pela rua abaixo a toda a velocidade, atravessou a aldeia e as colinas, e foi ter a uma ponte de madeira sobre um regato. Parou em cima dela, ofegante, para olhar a água limpa e mansa. E deu um pulo de espanto. A olhar para ele, debaixo da água, estava outro cão.

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ass lion skin - O Burro vestido com a pele do Leão O Burro vestido com a pele do Leão

Quebrando a peia, Fofo sendeiro Que era moleiro; Dentro de um bosque, O fanfarrão Achou a pele D’alto leão; Em toda a parte Dela vestido, Por leão fero Era temido; Homens e brutos O respeitavam, Fugiam logo Que o divisavam: Mas das orelhas Uma pontinha De fora ao burro Ficado tinha; Foi visto acaso Pelo moleiro; Que julgou logo Ser o sendeiro; Indo-lhe ao

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lobo - O Escurinho e o Lobo Bom O Escurinho e o Lobo Bom

Havia um carneirinho, coitado, de quem ninguém gostava. Diziam que era muito feio e não sabia brincar. Num certo dia, todo o rebanho foi pastar para a serra e Simão, que era o filho mais novo do senhor Agostinho, pediu ao pai para também deixar ir o “Escurinho”. Lá mesmo no alto da serra, enquanto as ovelhas e os carneiros mais velhos se deliciavam

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17225person 2276 - A Gata Branca A Gata Branca

Era uma vez um velho rei que tinha três filhos e não sabia a quem deixar o seu reino. Um dia chamou-os e disse-lhes: “Já estou velho e devo deixar o trono a um de vós. Sois os três valentes e capazes, por isso decidi deixar o reino a quem me trouxer o cão mais pequeno do mundo.” Os irmãos mais velhos partiram e

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escaravelho e aguia - A Águia e o Escaravelho A Águia e o Escaravelho

Uma lebre corria a não mais poder em direção à sua toca, fugindo à perseguição da águia. E em sua desabalada carreira, passou pela casa do escaravelho. Não era propriamente uma casa de segurança, mas, na falta de algo melhor, resolveu a fugitiva homiziar-se lá mesmo. Já se precipitava a águia sobre a frágil guarida, quando o escaravelho, com intenção de salvar a agora

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aguia - A Águia e o Mocho A Águia e o Mocho

Puseram termo águia e mocho As antigas dissensões, A ponto de se abraçarem Em cordiais efusões. Ao firmar os compromissos Um invoca a fé real, Outro os foros comprovados De môcho honrado e leal. Por juramento prometem Poupar mutuamente os ninhos. Pergunta o pássaro triste: “Conheceis os meus filhinhos?” “nunca os vi (volve a rainha)”. Torna a ave de Minerva: “Ai de mim, míseros

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ra e rato - A Rã e o Rato A Rã e o Rato

Quem quer embaçar os outros Muita vez fica embaçado; Afirmando esta sentença Merlim foi inspirado. Um rato, a estourar de gordo, Pois quaresmas não guardava, À margem de uma lagoa Seus pesares espalhava. Certa rã se lhe aproxima E lhe diz no seu calão; “Vinde a casa visitar-me; Dar-vos-ei uma função!” O rato aceita, de pronto, Sem cerimónia fazer; As vantagens do passeio Põe-se

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panela - A Panela de Ferro e a Panela de Barro A Panela de Ferro e a Panela de Barro

Panela de ferro propôs à de barro Que juntas fizessem pequena excursão; Mas esta escusou-se, julgando prudente Ficar no seu posto, juntinho ao fogão. “Um toque (diz ela) reduz a pedaços Meu todo argiloso, tão frágil e inerme; No entanto, a senhora não teme os embates, Pois é protegida de rija epiderme.” PANELA DE FERRO “Prometo-te amparo; irei afastando Os corpos que danos te

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chapeu de palha - Chapéu de Palha Chapéu de Palha

Havia um chapéu de palha muito bonito, que era muito amigo do seu dono – o Teófilo. Num certo dia, lá por alturas da Primavera, Teófilo resolveu ir jogar à bola com os seus amigos, num terreno que havia lá no bairro, perto de sua casa. Teófilo vestiu o seu bonito equipamento de jogador de futebol, oferecido pela sua tia Elisa, no dia do

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