Poesia




As flores,
São para mim,
Tão belas!
Vermelhas…
Rosas,
Amarelas.
Violetas…
Cravos,
Margaridas!
Todas por mim,
São queridas!
Folhas…
Galhos,
Raízes!
Se, são feias,
Nada importa…
Amo-as
Tanto, quanto,
A uma folha… Morta!

primavera78786 - Primavera Primavera

As flores, São para mim, Tão belas! Vermelhas… Rosas, Amarelas. Violetas… Cravos, Margaridas! Todas por mim, São queridas! Folhas… Galhos, Raízes! Se, são feias, Nada importa… Amo-as Tanto, quanto, A uma folha… Morta!


ass lion skin - O Burro vestido com a pele do Leão O Burro vestido com a pele do Leão

Quebrando a peia, Fofo sendeiro Que era moleiro; Dentro de um bosque, O fanfarrão Achou a pele D’alto leão; Em toda a parte Dela vestido, Por leão fero Era temido; Homens e brutos O respeitavam, Fugiam logo Que o divisavam: Mas das orelhas Uma pontinha De fora ao burro Ficado tinha; Foi visto acaso Pelo moleiro; Que julgou logo Ser o sendeiro; Indo-lhe ao

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pomba e formiga - A Pomba e a Formiga A Pomba e a Formiga

Enquanto a sede uma pomba Vê por um triste desastre Cair n’água uma formiga. Naquele vasto oceano A pobre luta, e braceja, E vir à margem da fonte Inutilmente deseja. A pomba, por ter dó dela, N’água uma ervinha lhe lança; Neste vasto promontório A triste salvar-se alcança. Na terra a põe uma aragem; E livre do precipício, Acha logo ocasião De pagar o

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vida en el oceano - Espumando Espumando

O Oceano acordou agitado Disse que no fundo, bem no fundo Preferia o solo lunar… —Lá é bem diferente, tem fase e até buraco! —Mas não ia ficar enjoado… De ressaca, nem doente! —Seria bem diferente… O Oceano está reclamando da quantidade de lixo que as pessoas jogam diariamente no fundo dos rios e mares. Parece que além de não gostar nada disso, ele

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aguia - A Águia e o Mocho A Águia e o Mocho

Puseram termo águia e mocho As antigas dissensões, A ponto de se abraçarem Em cordiais efusões. Ao firmar os compromissos Um invoca a fé real, Outro os foros comprovados De môcho honrado e leal. Por juramento prometem Poupar mutuamente os ninhos. Pergunta o pássaro triste: “Conheceis os meus filhinhos?” “nunca os vi (volve a rainha)”. Torna a ave de Minerva: “Ai de mim, míseros

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ra e rato - A Rã e o Rato A Rã e o Rato

Quem quer embaçar os outros Muita vez fica embaçado; Afirmando esta sentença Merlim foi inspirado. Um rato, a estourar de gordo, Pois quaresmas não guardava, À margem de uma lagoa Seus pesares espalhava. Certa rã se lhe aproxima E lhe diz no seu calão; “Vinde a casa visitar-me; Dar-vos-ei uma função!” O rato aceita, de pronto, Sem cerimónia fazer; As vantagens do passeio Põe-se

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panela - A Panela de Ferro e a Panela de Barro A Panela de Ferro e a Panela de Barro

Panela de ferro propôs à de barro Que juntas fizessem pequena excursão; Mas esta escusou-se, julgando prudente Ficar no seu posto, juntinho ao fogão. “Um toque (diz ela) reduz a pedaços Meu todo argiloso, tão frágil e inerme; No entanto, a senhora não teme os embates, Pois é protegida de rija epiderme.” PANELA DE FERRO “Prometo-te amparo; irei afastando Os corpos que danos te

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rato - Rato Lagarto Rato Lagarto

Um lagarto e um rato fizeram amizade num jardim de certa cidade. O rato só pensava na bola mas o lagarto andava na escola. Às vezes discutiam com grande calor porque um queria ser doutor e outro ganhar milhões e ser ídolo das multidões… Certo dia o desmiolado roeu um dicionário de rato-lagarto que lhe soube a bolor e que pertencia ao lagarto doutor.

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mosca e formiga - A Mosca e a Formiga A Mosca e a Formiga

Uma mosca importuna contendia Com a negra formiga, e lhe dizia: “Eu ando levantada lá nos ares, E tu por esse chão sempre a arrastares: Em palácios estou de grande altura, Tu debaixo da terra em cova escura: A minha mesa é rica e delicada; Tu róis grãos de trigo e de cevada; Eu levo boa vida, e tu, formiga, Andas sempre em trabalho

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RAPOSA E O BODE - A Raposa e o Bode A Raposa e o Bode

O capitão raposo Ia caminhando ao lado Do seu amigo bode, D’alta armação dotado. Este não via um palmo Diante do nariz; Era formado aquele Nas burlas mais subtis. Ungidos pela sede, Lograram penetrar Num poço, cujas águas Sorveram a fartar. Disse o raposo ao bode: “O que fazer agora? Beber não foi difícil; E sim vir para fora. As tuas mãos e pontas

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